2017

15/08/2017

11 dores ligadas ao seu estado emocional





Especialistas explicam porque as inseguranças, medos e sobrecargas do dia a dia podem deixar o corpo cheio de dores

Você já parou para pensar se aquela dor nas costas ou a dor de cabeça persistente possa ter origem no seu estado emocional? Sim, isso é possível acontecer, como explica a psicóloga Rita Calegari, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo: "Nosso corpo é um sistema único - a parte física e a emocional não estão desassociadas uma da outra - o que afeta o corpo mexe na emoção, o que afeta a emoção, mexe no corpo".

A dor funciona como um mecanismo do corpo para passar uma mensagem, mostrar que algo não vai bem. "Sem a dor, nós prejudicaríamos muito mais nosso organismo pelo simples descuido. Imagine as luzes do painel do carro que mostram quando a gasolina chegou na reserva, quando o motor está superaquecido, o óleo baixo, etc. Esse recurso mostra a tempo o que deve ser corrigido antes de nos colocarmos em risco. A dor é o nosso 'sinal luminoso' para prestarmos atenção", conta Rita.

Quando a causa de uma dor é investigada, o especialista avalia vários sistemas que podem influenciar no seu surgimento. Por meio de exames, as possibilidades vão sendo descartadas até que se chegue ao diagnóstico. "Doenças podem ter diversas origens: vírus, bactérias, hereditariedade, processos inflamatórios, acidentes, alergias, poluição, má alimentação, mau uso de medicações e também estados emocionais nocivos. Somente uma boa consulta médica irá diagnosticar a causa da dor com segurança", reforça a psicóloga.
Como o estado emocional pode influenciar na saúde?
Na presença do estresse, os músculos ficam tensos, causando dores específicas. A tensão, por sua vez, aumenta o cortisol no sangue, alterando o ritmo cardíaco. "Tudo isso altera o organismo de uma forma geral, inclusive a musculatura, ficando tensionada e refletindo-se em dor. Além disso, a pessoa com alteração emocional e deprimida tende a manter uma postura errada e acaba não realizando exercícios, ocasionando assim dores musculares", ressalta Carlos Górios, ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
O processo inflamatório desse tipo de dor é diferente da reação do corpo após um trauma físico. "O processo inflamatório causado por fatores emocionais está relacionado a alterações hormonais e erro de postura, enquanto que no outro caso pós-traumático ocorre uma resposta fisiológica do organismo ao dano tecidual ou alguma outra situação, como infecção. Esse envolve células do sistema imune, levando a vasodilatação como resposta vascular, aumento da permeabilidade vascular levando à edema, aumento da pressão do tecido causando dor", explica Górios.

Como essas dores se manifestam
A região cervical, torácica e principalmente a lombar são as mais afetadas. Isso se dá porque a coluna é responsável pela sustentação do corpo e por isso as costas acabam recebendo uma carga maior em situações de estresse e alterações do emocional.
"Outro músculo que pode ser afetado é o músculo psoas, que liga a coluna vertebral às pernas. Em situação de alteração emocional, com descarga de adrenalina, esse músculo é tensionado, dificultando a postura e causando dor nas costas. Essa região é chamada de 'músculo da alma', segundo a medicina oriental", revela ele.
A psicóloga destaca que a tensão emocional pode ser provocada pelos mais diversos âmbitos da vida, como trabalho, casamento, família, entre outros. "Alterações no ciclo vital, como mudanças nas fases comuns da vida, mas que acarretam sofrimento, como a morte de alguém querido, também são capazes de criar essas dores", conta Rita. Confira algumas dores que podem surgir por causa do seu estado emocional e os motivos comuns que podem desencadeá-las, de acordo com a psicóloga:

1. Dor de cabeça
Tensão emocional e muitas preocupações. Pessoas que pensam demais e realizam pouco. Amargura com alguma recordação de eventos passados, entre outros.

2. Dor no pescoço/nuca
Forte tensão emocional, conflitos entre a razão e os sentimentos, entre outros.

3. Dor nos ombros
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, timidez, medo, insegurança, entre outros

4. Dor nas costas
Medo, desamparo, insegurança, sobrecarga de tarefas, tensão emocional, entre outros.

5. Dor na lombar
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.

6. Dor nas mãos
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.

7. Dor nas articulações
Sentimento de impotência, grande tensão emocional, medo e tristeza. Rigidez de pensamentos, inflexibilidade, entre outros.

8. Dor muscular
Tensão, energia acumulada, tristeza, medo, raiva, conflitos existenciais, entre outros.

9. Dor de estômago
Tensão, irritabilidade, conflitos insolúveis, mágoa, raiva, nervoso, entre outros.

10. Dor nos quadris
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.

11. Dor nos joelhos
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.

Formas de tratamento

A terapia desse tipo de dor deve contar com uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir médico, psicólogo, fisioterapeuta, educador físico, além de outros profissionais. "O tratamento medicamentoso inclui analgésicos e anti-inflamatórios, 'antidepressivos' (que na verdade seriam melhor denominados como moduladores de serotonina e noradrenalina), anticonvulsivantes e opióides", conta a psiquiatra Milene Busoli. Ela também destaca a atividade física como um fator essencial para a recuperação. "Em geral, atividades na água, pilates ou atividades mais intensas, desde que supervisionadas. Outros tratamentos incluem fisioterapia, acupuntura e massagem. A terapia em geral visa a adaptação e aceitação do quadro, e enfrentamento dos medos relacionados a atividade, retorno ao trabalho, bem como a sensação de culpa e inadequação", finaliza.




08/08/2017

Padre Fábio de Melo revela estar com Síndrome do Pânico







Sempre alegre nas redes sociais, padre Fábio de Melo revelou, nesta terça-feira (8), estar passando por um momento bastante difícil em sua vida pessoal. O religioso contou que foi acometido pela Síndrome do Pânico.

"Eu sou extremamente aberto a contar minhas fraquezas. Não tenho medo da minha humanidade”, afirmou durante o "No Ar" - programa de Otaviano Costa na Rádio Globo.
O famoso também deixou claro acreditar que o problema de saúde seja reflexo das funções que desempenha como líder espiritual. “Eu sei que eu sou afetivamente exigido o tempo todo. Faz parte do meu trabalho, eu sei, as pessoas, quando elas se aproximam de mim, elas chegam muito afetuosas, muito cheias de histórias, e é claro que é um desgaste natural, um desgaste emocional natural de tudo aquilo que eu faço.”


O padre também aproveitou a oportunidade para comentar seu sucesso na internet. "Eu gosto dos personagens que me ajudam no Snap, me ajudam no Instagram a dizer o que nem sempre eu posso diretamente dizer. Mas eu sou eu. Eu não me escondo atrás de ninguém. Eu gosto dessa verdade. A autenticidade é a fatura que a gente tem que pagar com gosto todos os dias”, avaliou.


 Fonte: Famosidades

05/08/2017

Despersonalização e Desrealização esta associado a Ansiedade e Síndrome do Pânico



A despersonalização e desrealização são sintomas que podem surgir associados ao pânico/ansiedade/medo e pertencem a um grupo de sensações/sentimentos conhecidos por Dissociação.
Existe uma escala que avalia o grau de dissociação que varia numa pontuação entre 0 e 10. Por exemplo algumas das pessoas com perturbação de pânico obtêm nesta escala valores entre 4 e 5. Muitas pessoas com ataques de pânico afirmam que os ataques começam com a experiência de despersonalização e/ou desrealização.
As sensações de dissociação são muitas e variadas.

Sensações dissociativas:
-sensibilidade à luz e ao som
- visão em túnel
- sensação de que o corpo aumentou, sentido-o maior que o normal
- sentir que o corpo diminuiu a proporções mínimas
- objetos parados parecem mexer-se
- estar a guiar no carro e aperceber-se que não se lembra de uma parte ou da totalidade da viagem
- estar a ouvir alguém a falar e aperceber-se de que não ouviu nada ou partes do que a outra pessoa disse
- por vezes “ficar a olhar para o espaço” e não ter a noção de que o tempo passou

Atenção: muitas destas sensações dissociativas são normais. Elas só constituem problema quando influenciam a vida da pessoa causando desconforto e/ou problemas emocionais/psicológicos.

Compreender os sentimentos e sensações de despersonalização e desrealização
As pessoas que sentem despersonalização/desrealização sentem-se divorciadas tanto do mundo como do seu próprio corpo. Geralmente as pessoas alegam sentir “que a vida é vivida como se tivessem num sonho”; as coisas parecem irreais, desfocadas; há quem diga que se sente separado do seu próprio corpo. Outra característica desta condição poderá incluir pensamentos “estranhos” ou uma constante preocupação das quais as pessoas acham difícil “desligar”.
Em seguida transcrevo um texto escrito por Paul David (2009) relativo às sensações e sentimentos de despersonalização/desrealização:
“É como se as pessoas por mais que tentem, sentem que não conseguem lidar bem com o mundo à sua volta. Sentem-se distanciadas daquilo que as rodeia, sendo difícil falarem e ligarem-se a outras pessoas. Podem sentir que já não nutrem sentimentos por outras pessoas que lhes são próximas. A pessoa parece que já não se sente como normal e isso pode custar muito a quem passa por esta experiência.
A despersonalização é em muitos casos um sub-produto da ansiedade, uma vez que as pessoas engrenam por um caminho de preocupações, medos, receios e constante vigília sobre aquilo que pensam, sentem ou fazem. Há uma auto-consciencialização das coisas enorme, fazendo assim com que a pessoa se sinta absorta aos seus próprios processos internos. É extremamente frequente as pessoas sentirem medo de poderem ficar loucas, perder o controle, mas não - não vão ficar loucas ou perder o controlo. Este estado surge por estar constantemente preocupado(a) em relação aos seus problemas. A despersonalização/desrealização não faz mal por si só, não é perigosa nem constitui uma perturbação grave. É natural que as pessoas poderão ser mais ou menos afetadas consoante o tipo de situação, ansiedade e contexto em que se inserem, mas com paciência e compreensão esta sintomatologia passa.
A despersonalização ocorre com a ansiedade porque você está tão habituado(a) a observar-se a si mesmo(a), a questionar o que tem, dia sim-dia sim que começa a sentir-se afastado do mundo exterior. A sua mente tornou-se mais “cansada” e menos resiliente (facilidade para ultrapassar obstáculos, resistência emocional e psicológica) pois aquilo que faz é observar e preocupar-se com todos os seus sintomas. É como se a mente tivesse sido bombardeada com pensamentos de preocupação e se torna-se fatigada. Quando a mente se cansa psicologicamente e emocionalmente sentimos estes estranhos sentimentos de distanciamento do mundo à nossa volta e de nós mesmos, experienciando um estado de pseudo-sonho. É aí que podemos começar a convencer-nos de que estamos a piorar, a ficar loucos, que estamos a perder o controlo. Mas não estamos a enlouquecer, a nossa mente é que está tão cansada que nos pede uma pausa, um descanso de toda esta introspeção, análise interna e absorção.
Quando as pessoas dão por elas no ciclo da preocupação/ruminação começam a pensar profundamente e constantemente, é um ciclo. Estudam-se em profundidade, verificando, observando e concentrando-se nos seus sintomas. Até podem acordar de manhã apenas para continuar este hábito “Como é que eu me sinto hoje de manhã?” “Será que consigo sentir-me bem durante o dia?” “Que nova sensação é esta que eu sinto?” Isto pode durar todo o dia, provocando assim um cansaço adicional ao que já existe na nossa mente. Esta constante verificação e observação dos seus sintomas torna-se então um hábito, mas tal como todos os outros hábitos, este também pode ser mudado.
Ruminação, preocupação, receios; ficamos tão preocupados acerca do modo como nos sentimos que não pensamos em mais nada. É de espantar que se sinta tão distanciado e afastado daquilo que o(a) rodeia? É de espantar que não se consiga concentrar?
Algumas pessoas quando estudam para os exames durante horas a fio, chegam ao ponto em que já não conseguem assimilar informação por isso fazem uma pausa e continuam no dia seguinte. Para si não há cá pausas ou time-outs.
O que muitas pessoas não sabem é que a despersonalização pode ocorrer em pessoas sem ansiedade ou questões de pânico. Pode acontecer quando alguém perdeu uma pessoa que ama, quando se tem um acidente de viação, ou um choque emocional de qualquer tipo recente. É um mecanismo de defesa, é como se fosse o modo que o corpo encontra para nos proteger de toda a preocupação ou mágoa que possamos estar a sentir. Isto normalmente é temporário e quando a pessoa que está em luto ultrapassa alguma da sua mágoa, a despersonalização diminui e/ou desaparece.
O problema com a ansiedade é que as pessoas que sofrem dela têm uma tendência para se preocupar e a despersonalização surge como proteção a todo este stress e preocupação diária. As pessoas podem então sentir-se distanciadas, distantes, vazias, sem emoções. O que acontece nessa altura é que as pessoas começam a preocupar-se e a obcecar sobre este novo sentimento, pensando que é algo sério e grave, ou que poderão enlouquecer. Até poderão mesmo “esquecer” a sua ansiedade e focarem-se apenas neste novo sentimento o que poderá fazer com que estes sentimentos e sensações aumentem. A desrealização cresce à medida que entramos no ciclo de preocupação e medo e por isso o nosso corpo protege-nos destes sentimentos cada vez mais, fazendo-o(a) sentir-se mais distanciado(a) e distanciado(a). É esta preocupação e medo sobre estas sensações e sentimentos que o(a) mantêm no ciclo.
A maneira de ultrapassar a despersonalização não é preocupar-se ou obcecar acerca dela, mas dando-lhe espaço, dando-lhe o espaço necessário e não se sentir “dominado(a)” ou “arrebatado(a)” por ela. Ver a despersonalização como um mecanismo que o corpo encontra para nos proteger e não como um sinal de que algo terrível irá acontecer ou que poderá enlouquecer. Este sintoma é como qualquer outro e quanto mais se preocupa ou obceca acerca dele maior o problema se poderá tornar e mais tempo poderá manter-se no ciclo.”
Paul David,2009.
Tratamento: Consulte seu médico. Há bons resultados com psicoterapia e medicamentos.
Fonte:http://www.terracalma.com/index.php/sintomas/despersonalizacao-e-desrealizacao

30/06/2017

Doença mental: Preconceito e ignorância como maiores inimigos.







Por: Sueli Castilho-psicóloga e comportamento

Sempre se conhece alguém que apresente algum tipo de transtorno mental. Ansiedade, depressão, pânico, distúrbios alimentares dentre muitos podem afetar uma pessoa no transcorrer de sua vida acarretando sofrimento e incapacidade para exercer as funções naturais do dia a dia.

Mas fecham-se os olhos e afasta-se do convívio essas pessoas. Essas pessoas ainda provocam medo, distanciamento ao invés de provocarem entendimento, aceitação e tratamento. Isso apenas faz com que a pessoa que apresente transtorno mental se isole, e sem nenhum apoio não procure tratamento para seu problema.

A saúde mental é tão importante quanto à saúde do corpo. Mas buscam-se os médicos para o tratamento corporal e foge-se do psiquiatra e psicólogo pelo medo de ganhar o rotulo de “louco, esquisito, pinel, e para os mais elitizados: excêntrico”. A família na maioria das vezes tem vergonha de apresentar uma pessoa que tenha qualquer tipo de transtorno mental e com isso tenta inseri-la na sociedade como se ela nada tivesse a ser tratado. E com isso, apenas ratifica o preconceito contra o tratamento da doença mental.
Também o desconhecimento, a falta de informação, faz com crie-se curas populares como: “nada que um tanque de roupas e um fogão não curem”, quando na verdade a pessoa pode estar vivendo um quadro de depressão.

A origem da doença mental é multifatorial. A predisposição genética, a química cerebral, e a historia de vida de uma pessoa somados aos traumas de infância são fatores que podem provocar transtornos mentais.

Observam-se no Brasil campanhas para prevenção contra alguns tipos de doenças físicas, mas não se observa nenhuma campanha esclarecedora para a população quanto a Doença Mental. Ainda a Doença Mental no Brasil é tratada com o um enorme descaso, baseado nos pilares da ignorância, desrespeito e preconceito.

A doença mental é tratável e respondem bem ao tratamento medicamentoso e também a tratamentos psicológicos quando associados baseados em pesquisas realizadas por cientistas em todo o mundo. A maior dificuldade é o estigma que ainda carrega a pessoa que encontra-se nessa situação, uma vez que as barreiras para o atendimento ainda são enormes sendo as maiores a ignorância quanto ao assunto e o preconceito quanto a esse tipo de doença. A pessoa necessita de compreensão e afeto como qualquer outra, mas acaba-se isolando e nada recebendo.

Não tratar uma pessoa portadora de qualquer tipo de transtorno mental é crime. Ainda não um crime a ser punido judicialmente, mas um crime contra a ética, a lealdade e quanto aos direitos de um ser humano.

Hoje as pessoas não são retiradas do convívio social para manicômios, no entanto continuam isoladas, excluídas, abandonadas e marginalizadas.

Portanto, proponho que façamos serias e severas exigências para que o Ministério da Saúde promova campanhas nacionais de esclarecimento e de orientação para que a população consiga ao menos entender melhor o que é uma doença mental e não se envergonhar de viver ou estar com um familiar nessa situação possibilitando a busca de tratamento adequado.

"O mais incompreensível do mundo é que ele seja compreensível."
(Albert Einstein)



17/06/2017

Labirintite pode ser emocional





A labirintite emocional está ligada a problemas como depressão e excesso de ansiedade, que podem surgir como consequência de fatores como perda de um ente querido, traumas de infância, Síndrome do Pânico, perda do emprego e excesso de estresse, pressão e cobranças no trabalho ou nos estudos.
A labirintite causa sintomas como sensação de pressão e zumbido no ouvido, diminuição do equilíbrio, tontura e dor de cabeça frequente, que pioram em situações de estresse agudo ou durante movimentos repentinos da cabeça.

Como tratar


O tratamento da labirintite emocional deve ser feito com acompanhamento de psicoterapia, durante a qual irá se investigar a causa principal do problema.
Em geral, o tratamento pode ser feito sem incluir o uso de medicamentos, trabalhando apenas o paciente para fortalecer seu lado emocional, aumentar sua auto-estima e ensinar técnicas para lidar com a ansiedade e o estresse. No entanto, em casos de depressão pode ser necessário o uso de medicamentos para ajudar a combater esta doença.
Além disso, deve-se beber pelo menos 2 litros de água por dia, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, alimentos ricos em doces e gorduras e parar de fumar.

Dicas para combater a Labirintite Emocional


Algumas dicas para combater as crises e aliviar o estresse e a ansiedade que causam a labirintite são:

·                  Evitar locais barulhentos e com muita gente, como shows e estádios de futebol;
·                  Fazer as refeições em local calmo e tranquilo;
·                  Praticar atividade física regularmente, pois ela aumenta a produção de hormônios que dão a sensação de prazer e bem estar;
·                  Aumentar o consumo de ômega-3, que está presente em alimentos como peixes, castanhas e linhaça;
·                  Tomar diariamente sucos e chás calmantes, como os que são feitos a partir de camomila, maracujá e maçã.

Além disso, também pode-se investir em massagens relaxantes de 1 a 2 vezes por semana e no tratamento com acupuntura, que a ajuda a restabelecer o equilíbrio do corpo e a controlar as emoções.


Clínico geral


15/06/2017

Conheça os tipos de ansiedade





O que é Ansiedade?

A ansiedade é uma sensação ou sentimento decorrente da excessiva excitação do Sistema Nervoso Central conseqüente à interpretação de uma situação de perigo. Parente próxima do medo (muitas vezes a diferenciação não é possível), é distinguida dele pelo fato de o medo ter um fator desencadeante real e palpável, enquanto na ansiedade o fator de estímulo teria características mais subjetivas.
A ansiedade é o grande sintoma de características psicológicas que mostra a intersecção entre o físico e psíquico, uma vez que tem claros sintomas físicos, como: taquicardia (batedeira), sudorese, tremores, tensão muscular aumento das secreções (urinárias e fecais), aumento da motilidade intestinal, cefaléia (dor de cabeça). Quando recorrente e intensa também é chamada de Síndrome do Pânico (crise ansiosa aguda). Toda esta excitação acontece decorrente de uma descarga de um neurotransmissor chamado Noradrenalina, que é produzido nas suprarrenais, lócus cerúleos e núcleo amidalóide.

Existem diferentes tipos de ansiedade.

Os seis mais comuns são:  

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.
É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.
O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens.


Fobia social

Na fobia social a pessoa se sente ansiosa em “situações sociais”, quando poderia se sentir observada pelos outros. A pessoa fica insegura, temendo pelo seu desempenho e preocupada com o que poderão pensar dela naquele estado. O grau de ansiedade pode ser muito intenso, podendo chegar a uma crise aguda de ansiedade.
As situações sociais temidas podem ser variadas, como escrever na frente dos outros, falar em público, comer em locais públicos, entrar em lugares cheios, ir a um evento social, fazer uma entrevista de emprego, encontrar um conhecido etc.
O Transtorno de Ansiedade Social pode ser classificado em dois subtipos. Um subtipo  denominado generalizado, na qual a pessoa teme quase todas as situações sociais: conversar, namorar, sair em lugares públicos, falar, comer, escrever em público, etc.
E um subtipo denominado não generalizado, ou restrito, no qual a pessoa teme uma ou poucas situações sociais específicas.
Durante a situação social a ansiedade tende a persistir levando a pessoa a enfrentar níveis altos de sofrimento. Quando sai da situação, a ansiedade tende a diminuir significativamente, o que reforça tendências de fuga e evitação de novas situações. 
A própria expectativa de ter que enfrentar situações sociais já pode ativar ansiedade, levando a pessoa a evitar estas situações temidas. Este comportamento de evitação pode ir limitando significativamente a vida da pessoa.

Fobias específicas

Medo exagerado, acentuado e persistente, irracional ou excessivo, de um objeto ou circunstância fóbica. A exposição ao estímulo fóbico (objeto ou situação) provoca uma resposta imediata de ansiedade. A ansiedade é caracterizada por sudorese, batimentos rápidos do coração, tremor das mãos, falta de ar, sensação de "frio" na barriga e mal estar.
Dependendo da intensidade desses sintomas, a pessoa pode desencadear um ataque de pânico, sentindo-se muito mal, e por vezes com a sensação de morte iminente. Todo esse conjunto de sintomas reforçam ainda mais o pensamento disfuncional de que a exposição a determinado estimulo possa realmente representar risco de vida, fazendo assim um efeito “bola de neve”.

Uma pessoa sente muito medo sobre um objeto ou situação particular e pode ter grandes comprimentos para evitar, por exemplo, ter uma injeção ou viajar em um avião. Existem muitos tipos diferentes de fobias.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais -DSM.IV” da Associação de Psiquiatria Americana. A principal característica do TOC é a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões.
Entende-se por obsessão pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa insistentemente, sem que ela queira. Como um disco riscado que se põe a repetir sempre o mesmo ponto da gravação, eles ficam patinando dentro da cabeça e o único jeito para livrar-se deles por algum tempo é realizar o ritual próprio da compulsão, seguindo regras e etapas rígidas e pré-estabelecidas, que ajudam a aliviar a ansiedade. Alguns portadores dessa desordem acham que, se não agirem assim, algo terrível pode acontecer-lhes. No entanto, a ocorrência dos pensamentos obsessivos tende a agravar-se à medida que são realizados os rituais e pode transformar-se num obstáculo não só para a rotina diária da pessoa como para a vida da família inteira.
Em geral, os rituais se desenvolvem nas áreas da limpeza, checagem ou conferência, contagem, organização, simetria, colecionismo, e podem variar ao longo da evolução da doença.


Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em decorrência de o portador ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que, em geral, representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando se recorda do fato, ele revive o episódio, como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento que o agente estressor provocou. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.
Aproximadamente entre 15% e 20% das pessoas que, de alguma forma, estiveram envolvidas em casos de violência urbana, agressão física, abuso sexual, terrorismo, tortura, assalto, seqüestro, acidentes, guerra, catástrofes naturais ou provocadas, desenvolvem esse tipo de transtorno. No entanto, a maioria só procura ajuda dois anos depois das primeiras crises.
Recente pesquisa desenvolvida pela UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e por outras universidades brasileiras, em parceria com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, levantou a hipótese de a causa do transtorno estar no desequilíbrio dos níveis de cortisol ou na redução de 8% a 10% do córtex pré-frontal e do hipocampo, áreas localizadas no cérebro.


Transtorno de pânico

A síndrome do pânico, na linguagem psiquiátrica chamada de transtorno do pânico, é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento de um ataque cardíaco, porque o coração dispara, sente falta de ar e tem sudorese abundante.
Quem padece de síndrome do pânico sofre durante as crises e ainda mais nos intervalos entre uma e outra, pois não faz a menor ideia de quando elas ocorrerão novamente, se dali a cinco minutos, cinco dias ou cinco meses. Isso traz tamanha insegurança que a qualidade de vida do paciente fica seriamente comprometida.





Fonte. Dr . Dráuzio Varella
           Dr. Artur Scarpato


14/06/2017

Pare de se fazer de vítima






Dizer adeus de uma vez por todas ao vitimismo é a chave para conseguir uma vida apaixonante e feliz. Ninguém gosta de ser vítima, mas a verdade é que colocar-se nesta posição de forma fictícia oferece certas vantagens às quais às vezes é difícil renunciar. Por exemplo, parece que é uma posição que legitima o pedido por cuidados e atenção, quando de outra forma não poderiam ser reclamados.

Às vezes a vida é dura e difícil, tanto para nós mesmos quanto para o resto do mundo. Todos em algum ponto do caminho iremos sofrer adversidades Algumas mais duras, outras mais leves, mas é certo que os obstáculos também fazem parte deste presente que é viver.

O mais importante é ter em mente que, como disse o grande Buda, a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional.Isto é, não temos a capacidade de escolher o que vai nos acontecer na vida, no máximo podemos tomar decisões mais ou menos acertadas, mas nada nos garante escapar da dor. Agora, sempre poderemos escolher de que forma preferimos enfrentar os problemas.

Estar preso ao papel de vítima 

Todos já conhecemos alguma pessoa que está sempre se queixando de tudo, assumindo um papel de pessoa prejudicada ou ferida, que costuma culpar o mundo ou os outros mas que pouco faz para sair desse poço escuro no qual está supostamente mergulhada. Soa familiar?

São pessoas presas ao mecanismo da vitimização, isto é, à tendência de pensar que são miseráveis, que são o objetivo predileto do azar e que os outros são maus com elas e querem prejudicá-las, quando a realidade diz outra coisa diferente. Podem estar acreditando nisso de verdade por causa de uma distorção perceptiva, ou pode ser simplesmente um exercício de simulação.

A pessoa ancorada à vitimização não consegue sair desse baque pelo qual está passando, e ainda se afunda cada vez mais nele.

As pessoas ao seu redor procuram ajudá-la em vão, o que não faz outra coisa senão reforçar a sua atitude pessimista. No fim das contas todos acabam sofrendo, embora a que sofra principalmente seja a própria pessoa vitimista porque no fundo poucas vezes deixa de se sentir mal consigo mesma. Ela costuma contar com uma auto-estima baixa e pensa que só se colocando no papel de vítima irá merecer carinho e atenção.

Como reconhecer uma pessoa que se faz de vítima?

Ela quer que os outros reconheçam o seu sofrimento.

Quando o seu círculo procura ajudá-la, sente-se atacada de modo que procura reforçar o seu estado, isto é, que lhe dêem palavras e frases como “coitadinho”, “que mal a vida trata você” ou “você é um azarado, que azar você tem”. Se alguém tenta encorajá-la para que tome as rédeas da sua vida e procure encontrar soluções, se ofende e pensa que a pessoa não quer entendê-la, nem se colocar no seu lugar.

Tenta culpar os outros e a vida.

Anteriormente comentamos que, embora seja verdade que a vida traz muitos baques, também existem pessoas que se deprimem facilmente e outras com adversidades muito maiores que se mantêm de pé e continuam vivendo normalmente.
Culpar os outros e o mundo não serve de nada, esta atitude só mantém o problema ou nos reafirma como vítimas sem recursos. As pessoas vitimistas não procuram soluções para resolver a sua adversidade, mas reclamam da quão injusta a vida é e de como são azarados até o esgotamento próprio e dos outros.

Manipulam emocionalmente os outros

É uma estratégia muito usada por estas pessoas, já que por meio da tática de provocar sentimentos de tristeza nos outros é mais fácil conseguir certos privilégios.
Algumas frases que vêm à mente com relação a este ponto, podem ser: “Criei você desde pequeno e agora você vai morar junto com sua namorada e vai me deixar sozinha”, “Se você tirar boas notas, mamãe vai se curar”. Desta forma, a pessoa se sente responsável pelo estado emocional do outro e fará o possível para agradá-lo, mesmo que tenha que violar seus próprios direitos e necessidades.

O que fazer com estas pessoas?

Simplesmente não entrar no seu jogo. Se nos prendermos às chantagens e lamentos dos que exercem o papel de vítima, estaremos reforçando essa conduta e não estaremos ajudando, mas sim os prejudicando. O problema é que fazer isto é muito difícil porque nossa cultura nos ensina desde pequenos que é preciso sentir compaixão pelos que sofrem e ajudar ao outro, mesmo que nossos próprios interesses fiquem relegados a um segundo plano.


Quando se trata de um familiar a coisa complica ainda mais… Quem não ajudaria a sua mãe que afirma que está mal, deprimida, triste, mesmo que ela não faça nada para sair disso?
Qualquer pessoa se renderia a suas queixas e a acolheria, mas certamente essa não é a solução, porque estaria reforçando que ela não é capaz de sair disso e que a solução é se queixar e não fazer nada. É difícil, mas se soubermos identificar corretamente uma atitude vitimista iremos procurar não ceder e ajudá-las de modo a não reforçar sua atitude.

Podemos dizer que estamos ali para procurar uma solução para o problema, mas não aquele que elas trouxerem e sim aquele que nós enxergamos. Para fazer o possível para sair dessa posição, mas não para ouvir queixas nem para nos contagiarmos de negativismo. Se não for assim, a pessoa vitimista não ganhará consciência de que suas estratégias não têm efeito e que deveria pensar em mudar de atitude.


Fonte:https://amenteemaravilhosa.com.br/pare-fazer-vitima/



06/06/2017

O Medo das Reações do Corpo - Síndrome do Pânico








Na Síndrome do Pânico, várias sensações do corpo acabam se associando às crises e passam a ser interpretados como um sinal de perigo iminente, do início de uma possível crise. Sinais tão diversos como a tensão decorrente de uma resposta de raiva, o enjôo de algo que não caiu bem no estômago, o cansaço de uma noite mal dormida, a tristeza de alguma perda, enfim todo o espectro das sensações e sentimentos pode ser equivocadamente interpretado como indício de uma crise de pânico, levando a pessoa a se assustar e assim, com medo do medo, iniciar uma crise.


A pessoa faz constantes interpretações equivocadas e catastróficas de suas reações e sensações corporais, achando que vai ter um ataque cardíaco, que está doente, que vai desmaiar, que vai morrer, etc. É comum a pessoa viver ansiosamente o que poderia ser vivido como sentimentos diferenciados. Numa situação que poderia despertar alegria, a pessoa se sente ansiosa; numa situação que provocaria raiva ela também se sente ansiosa. Qualquer reação interna ou sentimento mais intenso pode disparar reações de ansiedade.



Esta perda de discriminação da paisagem interna compromete seriamente a vida da pessoa, pois esta se sente ameaçada constantemente por suas próprias sensações corporais. O corpo passa a ser a maior fonte de ameaça. Perder a confiança no próprio corpo leva a uma experiência de extrema fragilidade. 

Os remédios podem ser recursos auxiliares importantes para o controle das crises de pânico, trabalhando conjuntamente com a psicoterapia para ajudar na superação da Síndrome do Pânico.
Porém, há  algumas ponderações sobre a sua utilização . Primeiro, é necessário ter claro que os remédios não ensinam. Eles não ensinam à pessoa como ela própria pode influenciar seus estados internos e assim a superar o sentimento de impotência que o pânico traz. Não ensinam a pessoa a compreender os sentimentos e experiências que desencadeiam as crises de pânico. E não ajudam a pessoa a perder o medo das reações de seu corpo e a ganhar uma compreensão mais profunda de seus sentimentos. Os remédios – quando utilizados – devem ser vistos como auxiliares do tratamento psicológico.
Algumas pessoas optam por um tratamento conjugado de medicação e psicoterapia enquanto outras optam por tratar o pânico somente com uma psicoterapia especializada. Na psicoterapia especializada utilizamos técnicas de auto-gerenciamento – para manejar os níveis de ansiedade e controlar as crises – e ao mesmo tempo trabalhamos as questões psicológicas envolvidas. A opção mais precária seria tratar o pânico somente com medicação, visto que o índice de recaídas é maior quando há somente tratamento medicamentoso do que quando há também um tratamento psicológico. Os remédios mal administrados podem acabar mascarando por anos o sofrimento ao invés de ajudar a pessoa a superá-lo.
Atualmente é possível tratar a pessoa com Síndrome de Pânico sem a utilização de medicação e temos obtido bons resultados tanto com pessoas que estão paralelamente tomando medicação como com aquelas que preferem não tomar remédios.


Artur Scarpato : Psicólogo Clínico (PUC SP). Mestre em Psicologia Clínica pela PUC SP.

02/06/2017

Três mitos acerca dos ataques de pânico






Existem uns maus entendidos que preocupam a maioria dos portadores da síndrome do pânico. Não é para menos, já que é horrível sentir os seus efeitos que muitas vezes se confundem outros, principalmente com problemas do coração. É importante saber que os ataques de pânico não são perigosos, isto apesar de o parecerem ser.


Os três maiores mitos:



Um ataque de pânico pode causar um ataque cardíaco. 
Batimento cardíaco rápido é assustador, mas não é perigoso. Um coração normal pode sustentar até 200bpm (batimentos por minuto) durante semanas, sem qualquer repercussão. Durante um ataque de pânico o coração pode chegar aos 150bpm o equivalente a uma caminhada de 10\40 minutos, para, além disso, uma crise de pânico tem uma duração de 10\30 minutos.

Um ataque de pânico vai fazer você sufocar. 
O peito aperta assim como a garganta, parece que se vai morrer sufocado, mas não vai. O nosso cérebro não vai deixar que tal aconteça, ele tem uma ação reflexa que obriga a pessoa a respirar, mesmo se você estiver travando a respiração. Durante um ataque de pânico mesmo que queira, não conseguir parar de respirar.

Um ataque de pânico vai fazer você desmaiar.
 Embora se possam sentir tonturas durante uma crise isso é normal. Isso acontece porque está hiperventilando (respiração rápida), a circulação de sangue para o cérebro é ligeiramente mais baixa, mas insuficiente para ocorrer um desmaio.


Fonte: http://www.vladman.net/blog/tr%C3%AAs-mitos-acerca-dos-ataques-de-p%C3%A2nico




15/05/2017

Entenda as CAUSAS dos sintomas de ansiedade e síndrome do pânico



Causas dos sintomas

Sensações de sufocamento e falta de ar
Essas sensações estão entre os sintomas de ansiedade mais angustiantes.  Às vezes sente como se o seu peito não se irá expandir para acomodar o ar que o seu corpo precisa, outras vezes ele se sente como se alguém estivesse empurrando uma almofada no seu rosto isto é apenas uma sensação causada por impulsos nervosos exagerados.  Esses sintomas não vão prejudicá-lo, você não vai parar de respirar, desmaiar ou sufocar.
Nó na garganta e dificuldade para engolir
É causada pelos músculos na contratação garganta devido à ansiedade ou stress.  Às vezes parece que você não consegue engolir nada. É totalmente inofensivos e não irão fazer você parar de respirar, comer ou beber, é apenas muito desagradável.
Coração acelerado, batimento cardíaco lento, palpitações
A ansiedade liberta adrenalina na corrente sanguínea, fazendo o coração disparar e sentir como se estivesse faltando batimentos (palpitações).  Isto é perfeitamente natural e não vai e não pode prejudicá-lo de qualquer forma. Um batimento cardíaco lento é também uma característica comum de ansiedade, de novo, isso não significa que o seu coração parar de bater, ele pode se sentir estranho e alarmante, mas novamente não lhe dar qualquer credibilidade e ele vai embora.
Medo de morrer ou perder o controle
Nós todos temos medo de ficar loucos ou perder o controle, mas a certeza é que você não está enlouquecendo.  Enlouquecer não é um ato consciente, aqueles que sofrem de doenças mentais graves não têm conhecimento. Você não está enlouquecendo. Mensagens nervosas são enviadas para o cérebro através dos nervos cansados.
Dor no peito
Causadas por tensão muscular, dores no peito podem fazer você se sentir com muito medo.  A primeira reação de qualquer pessoa com ansiedade que tenha dores no peito é que elas estão morrendo de um ataque cardíaco.  Isso não é verdade, dor no coração é muito diferente a esta dor. A respiração profunda e relaxamento são uma maneira muito eficaz de diminuir estes sintomas desagradáveis.
Aumento da depressão e sentimentos suicidas
Depressão é uma palavra que é comum utilizada para descrever uma variedade de condições. Eu ouço muitas pessoas na vida quotidiana que dizem, "estou deprimido, me sinto terrível, estou tão cansado".  Esta é, na maioria dos casos, não é depressão. A depressão é uma série de desequilíbrios químicos que criam uma condição clínica que tem fortes ligações com transtornos de ansiedade e pode ser um efeito colateral deles.  Ansiedade tem muitas características de depressão e pode imitá-los fortemente. Quando alguém vai ao médico queixando-se de sensação de mente cansada, é muito fácil escrever uma receita de antidepressivo. Gostaria de saber quantas pessoas estão nos antidepressivos, que só precisava reavaliar e reestruturar suas vidas.
Agressão
Quando se sente cansado, doente, cansado você é obrigado a sentir raiva.  Uma das principais causas da raiva é realmente verdadeira tristeza. Pense de volta a uma situação que lhe fez sentir raiva, se dissecar esse evento você pode descobrir que a verdadeira razão para sentir tanta raiva era um sentimento de tristeza.  A agressão é uma reação normal a temer também, a resposta de luta ou fuga nos prepara tanto para correr ou lutar, por vezes a luta pode parecer ser a melhor resposta.
Insônia
Um dos efeitos mais perturbadores da ansiedade, a insônia é a incapacidade para adormecer ou continuar dormindo. É importante recuperar o padrão de sono regular,como a falta de sono pode levar a sintomas perturbadores.
Sintomas como 'gripe'
Gripe faz com que o corpo libere anticorpos para a corrente sanguínea para atacar o vírus. Esta combinação de anticorpos e infecção faz com que o corpo se sinta fraco, suado e sofrido.  A ansiedade pode ter um efeito semelhante, enfraquecendo os músculos, tornando úmida e fria.
A cor da pele (branqueamento)
Como o sangue é desviado para os músculos durante a "luta ou fuga", os finos vasos sanguíneos na pele que dá a cor rosa, recebem redução do fluxo sanguíneo e a pele perde alguma da sua cor.  Não é perigoso e vai voltar ao normal quando o corpo começar a se normalizar após um ataque. Algumas pessoas com ansiedade generalizada podem parecer um pouco pálidas na maioria das vezes, mais uma vez isso é muito normal e vai voltar ao normal.
Sudorese
A sudorese é uma reação normal do corpo e é projetado para reduzir a temperatura do corpo. Como o corpo aquece o suor é liberado para ele através de glândulas sudoríferas.Como o suor evapora leva com ele o calor,resfriando o corpo.Durante os períodos de ansiedade o corpo está se preparando para qualquer fuga ou luta e libera o suor para esfriar os esforços iminentes.
Visão distorcida 
A fim de preparar o corpo para o perigo iminente, libertação de adrenalina faz muitas mudanças físicas.  Durante a resposta de ansiedade, o corpo se prepara os olhos para detectar quaisquer movimentos leves, ela faz isso por dilatar as pupilas permitindo maior entrada de luz.  É por isso que as pessoas ansiosas ficam mais sensíveis à luz intensa e muitas vezes usa óculos escuros para minimizar o cansaço visual que provoca.
Agitação ou tremores (visível ou internamente)
Nós todos trememos quando estamos nervosos ou com frio. Agitação é uma reação normal ao medo e / ou com uma queda na temperatura corporal.Isto ocorre quando os músculos espasmodicamente estão em contacto criando atrito entre os músculos e outros tecidos do corpo.Este atrito gera calor,que aumenta a temperatura corporal.Durante a ansiedade é normal para experimentar agitação ou tremores.
Problemas hormonais
A ansiedade pode afetar vários sistemas do corpo, um dos quais é o sistema endócrino.  Este sistema é responsável por equilibrar as glândulas que decretam harmônios no corpo.  Embora estas glândulas secretam hormônios necessários pelo organismo, eles não controlam os níveis desses produtos químicos, isso é feito pelo cérebro.  Mensagens de distúrbios no cérebro e no sistema nervoso podem causar pequenas irregularidades na secreção desses produtos químicos.
Dor no pescoço e ombro e dormência na face ou na cabeça
São os vasos sanguíneos e nervos, que abastecem o rosto e a cabeça. Muitos destes nervos e vasos sanguíneos são encaminhados através da cabeça para o rosto.Quando o corpo está sob stress nestas áreas do corpo são geralmente os primeiros a ficar tensa. Dormência na região facial pode ser muito perturbadora, mas geralmente não é nada que se preocupar e é geralmente o resultado dessa tensão.
Dores de cabeça e sensação de ter uma faixa apertada em volta da cabeça
Como discutido anteriormente, a tensão no pescoço e nos ombros pode causar imenso desconforto como enxaqueca e dormência.  A sensação de ter uma faixa apertada em torno de sua cabeça é causada pela tensão muscular na bainha dos músculos que cobrem a cabeça. Vasos sanguíneos e nervos restritos dentro deste tecido pode causar sintomas muito graves, incluindo dor nos olhos, face e dentes.
Dor nos olhos e espasmos
Redução de lubrificação nos olhos acontece quando os fluidos corporais são desviados para outra parte do corpo durante a ansiedade e faz com que os olhos sintam dor.
Pode ocorrer: Repetidos espasmos da sua pálpebra incontroláveis, Sensibilidade à luz, Visão embaçada

Estes espasmos geralmente desaparecem sem tratamento. Enquanto isso, os seguintes passos podem ajudar: 

Descansar mais.

Reduzir tempo passado em frente ao computador. 

Beber menos cafeína. 

Lubrificar os olhos com colírios. 


Rápido esvaziamento gástrico
Pode ser um efeito colateral muito desagradável de ansiedade e se estiver a usar calmantes. Esta condição faz com que a pessoa possa sentir-se cheia desde muito cedo numa uma refeição, por vezes fazendo-os sentir como se não pudesse respirar. Então, logo após comer podem ter diarréia e sentindo-se como se todo o seu sistema digestivo estivesse a esvaziar muito rapidamente.
Agorafobia
Agorafobia é uma resposta natural à ansiedade e auto-preservação.  Se nos sentimos ameaçados, tendemos a recuar para algum lugar seguro, como uma tartaruga na sua concha.  Na ansiedade é importante para ganhar o controle desta resposta logo que você sente o desenvolvimento.
O tratamento para a agorafobia geralmente envolve uma combinação de medicamentos e psicoterapia. Na maioria dos casos, o tratamento é eficaz e o paciente ou é curada ou aprende a mantê-la sobe controle. 
Indigestão, azia, Constipação e diarréia
Durante os períodos de ansiedade o corpo desvia o sangue de várias partes do corpo para os tecidos musculares, a fim de lhes fornecer o oxigênio necessário por eles durante a resposta de fuga ou luta. Uma das principais áreas onde o sangue é mais utilizado é em torno do aparelho digestivo.O sangue é enviado para lá para absorver os nutrientes dos alimentos que ingerimos.  Como o sangue é desviado do estômago durante a ansiedade, a digestão fica mais lento e os músculos ao redor do estômago podem tornar-se atado.Isso pode causar indigestão, azia e diarréia ou constipação.
Alucinações 
As alucinações podem ser muito assustadas na verdade, se você não as entender o que são e de onde eles vêm.  As alucinações são outro exemplo de sintomas transitórios. Pois podem também ser um efeito colateral dos medicamentos que lhe foi prescrito.
Sintomas de infecção do trato urinário
A medicação pode ter muitos efeitos colaterais e algumas vezes um tanto obscuros, incluindo os sintomas de uma infecção do trato urinário. Beber muita água é sempre aconselhável manter a saúde boa, em geral, mas mais ainda quando o corpo está sob stress.
Alfinetes e agulhas na pele
As terminações nervosas na pele ficam vivos com impulsos elétricos, estes podem sentir sensações alfinetes e agulhas, eles são o resultado de impulsos nervosos e não pode prejudicá-lo.
Erupções cutâneas
As erupções cutâneas, manchas ou relevamento são sintomas muito comuns de ansiedade e stress. É bastante comum conseguir um eczema como erupções ao redor do nariz, bochechas e na testa.  Eles não são nada que se preocupar e geralmente desaparecem quando você começa a se sentir melhor.
Fraqueza nos braços e formigueiro nas mãos ou pés
A resposta de fuga ou luta é uma reação intensa e faz com que muitos sistemas do corpo reajam.  A circulação do oxigênio do sangue e do dióxido de carbono faz alterar os níveis de tensão muscular é alterada. Todas essas mudanças corporais têm um efeito profundo nas sensações corporais, (braços, mãos, pernas ou nos pés) é uma dessas sensações.
Porque acontece

Para quem é ansiosa ou estressada, a química interna simplesmente anda desregulada, uma vez que os hormônios do estresse são estimulantes, um corpo que exposto de forma persistentemente ao stress pode se tornar sobrecarregado e cansado e fraco. Esta fraqueza muitas vezes é sentida nos membros, como braços e pernas.
Também é comum se manifestar em forma de formigueiro.


Aumento da sensibilidade à luz, som, tacto e olfato
Todas essas sensibilidades estão a preparar os seus sentidos para ver, cheirar, ouvir quando esta em perigo iminente durante a resposta de luta ou fuga. Todos esses sentimentos são incomuns, mas não perigosos, eles são temporários e vão voltar ao normal como reduzir seus níveis de ansiedade.  

Hiperatividade
A hiperatividade é uma maneira de descrever uma série de sintomas que fazem você se sentir como se você precisasse falar mais rapidamente e fazer as coisas mais rápidas. Ela pode fazer você se sentir confuso e irracional e pode fazer você fazer coisas que você não faria normalmente.  Esta é uma característica comum de ansiedade e abstinência de drogas e vai passar o tempo.
Dor na face ou na mandíbula que se assemelha a uma dor de dente
A maior parte desse sintoma é causada por tensão, não só no rosto, pescoço e ombros, que podem se referir dor na mandíbula e dentes, mas também na própria mandíbula.
Choque elétrico em qualquer parte do corpo
O sistema nervoso é uma rede muito complexa de nervos eletricamente carregada que são encontrados em cada centímetro quadrado de seu corpo, em torno de cada órgão, músculo e toda a sua pele, o maior órgão do corpo. Impulsos nervosos anormais devido à ansiedade podem causar uma vasta gama de sensações estranhas, embora inofensiva estes pode ser muito perturbadora.
Boca seca
Conforme os fluidos são desviados para uso em outras partes do corpo durante a ansiedade, a boca fica seca.  Beba água ou chupar balas para lubrificar a boca. Verificar se você não esta respirando pela boca. O refluxo ácido também pode causar esse sintoma.  Em casos extremos, o médico pode prescrever um líquido para fazer isso, mas é caro. Ele não pode prejudicá-lo e vai-se embora após o desaparecimento da ansiedade.
Medicação - A própria medicação pode também causar este sintoma, como é o caso dos antidepressivos, antipsicóticos, sedativos entre outros. 
Despersonalização
Estes são os sintomas que afeta a maneira de como você está. Despersonalização é a sensação de que você e tudo ao seu redor não é real, como se estivesse vendo tudo através de uma névoa ou algum tipo de filtro. Foi notado que as pessoas experimentam despersonalização, durante o pânico.


Fonte: http://www.vladman.net/sintomasansiedade.php